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03.09.2026

Live do Amanhã Seguro destaca união do mercado para ampliar a cultura de proteção no Brasil

O Sincor-SP e o Sindseg SP realizaram, no dia 2 de setembro, a live “Seguro e Saúde: Saúde é estar preparado”, promovida pela campanha Amanhã Seguro. O encontro abordou a importância da proteção, do planejamento e do seguro para enfrentar imprevistos e cuidar do futuro das pessoas, das famílias e das empresas.

Apresentada por Luiz Morales, coordenador da campanha Amanhã Seguro, a transmissão contou com a participação de Boris Ber, presidente do Sincor-SP, e Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Logo no início, Roberto Santos explicou que o conceito de saúde deve ser compreendido de maneira ampla, incluindo não somente o bem-estar físico, mas também a saúde mental, financeira e patrimonial. Nesse contexto, ressaltou a contribuição do mercado de seguros para oferecer previsibilidade e estabilidade à sociedade. “Nosso papel é fornecer proteção. Um país sem uma indústria de seguros robusta não é um país desenvolvido. Seguradores e corretores precisam, por meio do seu trabalho, proteger cidadãos e empresas e contribuir para a construção de um país maior e mais desenvolvido”, afirmou.

Corretor como consultor e agente de proteção

Ao falar sobre a proximidade dos corretores de seguros com as famílias e as empresas, Boris Ber destacou a evolução da atividade. Segundo ele, o profissional deixou de atuar apenas na comercialização de produtos e passou a exercer uma função mais abrangente, baseada no conhecimento das necessidades de cada cliente. “O corretor, além de ser o protetor, é o mensageiro da proteção. Hoje, precisa compreender o momento de vida do cliente, sua família, seus compromissos e as consequências financeiras que uma doença, um acidente ou outro imprevisto podem provocar”, declarou.

O presidente do Sincor-SP também chamou a atenção para as transformações do seguro de vida, que passou a oferecer coberturas voltadas ao uso em vida, como proteção para doenças graves, invalidez e incapacidade temporária. “O seguro de vida não deve ser relacionado apenas à morte. Ele oferece proteção financeira para diferentes situações vividas pelo segurado. O vida é para a vida”, enfatizou.

Roberto Santos reforçou que a hiperpersonalização vem transformando a relação entre os profissionais do mercado e os consumidores. Para ele, o corretor se consolida como consultor à medida que identifica riscos, compreende as necessidades do cliente e busca as soluções mais adequadas para cada realidade.

Comunicação simples e ampliação do acesso

Outro tema debatido foi a necessidade de ampliar o acesso ao seguro, especialmente entre as classes de menor renda. Santos observou que a evolução dos meios de pagamento, dos processos digitais e da tecnologia abre espaço para produtos mais acessíveis e com menores custos operacionais.

Na avaliação do executivo, o mercado também precisa aperfeiçoar a maneira como se comunica com a população, substituindo termos técnicos por uma linguagem mais clara e próxima do cotidiano. “Ainda temos um desafio de conhecimento sobre seguros na sociedade. Precisamos fazer o nosso dever de casa, explicar melhor o que fazemos e falar a língua da população”, disse.

Boris Ber concordou e ressaltou que as mídias sociais e os canais digitais representam oportunidades para mostrar como o seguro está presente em diferentes momentos da vida. Ele lembrou que muitas pessoas utilizam serviços, frequentam espaços e realizam atividades protegidas por seguros sem saber da existência dessas coberturas. “Precisamos levar para a população o que é o seguro. Esse contato é fundamental para que as pessoas conheçam a proteção, percebam seu valor e passem a confiar cada vez mais nesse instrumento”, acrescentou.

Tecnologia exige atualização profissional

Durante a live, os participantes também abordaram o uso da tecnologia e da inteligência artificial no mercado de seguros. Para Boris Ber, essas ferramentas podem ajudar o corretor a organizar informações, segmentar sua carteira, ampliar a oferta de produtos e atender o cliente de forma mais completa.

O presidente do Sincor-SP alertou, no entanto, que a evolução tecnológica deve ser acompanhada pela atualização profissional. “O mercado mudou muito e continuará mudando. O corretor que não se especializar e não aderir à tecnologia poderá ficar no caminho. O Sincor-SP dispõe de cursos e ferramentas para apoiar tanto os corretores quanto suas equipes nesse processo”, afirmou.

Roberto Santos acrescentou que a digitalização deve contribuir para melhorar a experiência de corretores e consumidores, mantendo o atendimento humanizado. Segundo ele, as seguradoras vêm utilizando tecnologia e inteligência artificial para simplificar processos, elevar a produtividade e oferecer um suporte mais eficiente ao canal de distribuição.

Prevenção e riscos climáticos

A proteção preventiva também ganhou destaque no debate. Para Santos, as seguradoras precisam avançar de uma postura reativa para uma atuação proativa, capaz de antecipar necessidades e contribuir para a redução dos riscos.

O executivo citou as mudanças climáticas e os eventos extremos registrados nos últimos anos como exemplos da urgência dessa transformação. Ele defendeu uma atuação que envolva seguradoras, corretores, poder público e outras instituições na identificação dos riscos e no desenvolvimento de ações preventivas.

Boris Ber lembrou a resposta do mercado às enchentes no Rio Grande do Sul e no litoral norte paulista, destacando a mobilização das seguradoras para atender os atingidos. Ao mesmo tempo, observou que muitas pessoas permaneceram desprotegidas por não possuírem seguro ou coberturas adequadas. “Precisamos modernizar as coberturas e ampliar o alcance da proteção. Prevenção significa utilizar informações e tecnologia para reduzir os impactos antes que os eventos aconteçam”, declarou.

Parceria para um amanhã mais seguro

Ao final da transmissão, os participantes reforçaram que o desenvolvimento da cultura do seguro depende da atuação conjunta de toda a cadeia, formada por corretores, seguradoras, entidades representativas, prestadores de serviços e poder público.

“Seguro é muito mais do que uma apólice. É proteção à renda, ao patrimônio, às famílias e às empresas. Precisamos dar as mãos, trabalhar juntos e fazer com que o amanhã vire hoje”, afirmou Boris Ber. Para o presidente do Sincor-SP, a parceria deve beneficiar todos os envolvidos e, principalmente, o consumidor. “Estamos no mesmo barco e precisamos dividir essa responsabilidade. É necessário construir uma parceria segura para termos um amanhã seguro”, concluiu.

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