O presidente do Sincor-SP, Boris Ber, participou, em 23 de setembro, do 3º Fórum Bandeirantes de Seguros, realizado pela Rádio Bandeirantes com apoio da Mapfre. Transmitido ao vivo pelo rádio e pelo YouTube, o encontro reuniu profissionais do mercado de seguros e especialistas de outras áreas para discutir a cultura de proteção no Brasil e os desafios de uma população que vive cada vez mais.
Mediado pelo jornalista Pedro Campos, o primeiro painel abordou o acesso ao seguro, a confiança do consumidor, a legislação e o uso da tecnologia. Ao lado de Boris estiveram Luiz Padial, diretor executivo técnico da Mapfre; Tatiana Cerezer, diretora de Cliente, Comunicação e Marketing da companhia; e Márcio Malfatti, advogado especialista em direito de seguros.
Boris ressaltou que a contratação começa pela compreensão das necessidades de cada pessoa ou família. “O corretor de seguros tem que analisar a real necessidade daquele segurado”, afirmou. Segundo ele, cabe ao profissional avaliar os riscos, explicar as opções disponíveis e ajudar o cliente a encontrar uma proteção compatível com seu orçamento.
O presidente do Sincor-SP também chamou atenção para os efeitos do seguro além da indenização individual. Ao citar o caso de uma indústria atingida por um incêndio, explicou que a recuperação da atividade pode preservar empregos. No seguro de vida, acrescentou, a proteção pode permitir que os filhos continuem estudando após a perda de um responsável financeiro. “Nós ainda temos um desafio pela frente de mostrar todas essas vantagens do seguro além da própria apólice”, disse.
Para Boris, o trabalho do corretor continua após a contratação. Ele destacou a atuação desse profissional no atendimento ao segurado e na busca de soluções junto às companhias. Como exemplos do trabalho realizado pelo Sincor-SP, mencionou o Disque Sincor, as iniciativas de melhoria contínua e a Comissão Intersindical, que mantém o diálogo com as seguradoras sobre dificuldades identificadas no dia a dia.
Na avaliação de Luiz Padial, o mercado precisa mostrar que existem soluções de proteção ajustáveis às diferentes necessidades e possibilidades financeiras. Ele abordou a baixa penetração dos seguros Auto, Vida e Residencial e citou o papel das indenizações na retomada da vida de famílias e empresas após eventos climáticos. Padial também apresentou exemplos de como a tecnologia pode facilitar a contratação, a assistência e o atendimento em caso de sinistro.
Tatiana Cerezer defendeu uma comunicação mais simples para que o público compreenda o valor do seguro antes de precisar utilizá-lo. Segundo ela, a confiança depende tanto da clareza na apresentação das coberturas quanto da experiência do cliente ao longo do relacionamento com a seguradora. A executiva também destacou o conhecimento que o corretor acumula sobre as necessidades de seus clientes ao longo do tempo.
Márcio Malfatti abordou a nova legislação de seguros e a importância de ampliar o conhecimento sobre o tema, inclusive fora do setor. Para ele, a relação com o consumidor se constrói em todas as etapas, da proposta ao atendimento, e não apenas quando ocorre um sinistro.
Ao final do primeiro painel, Boris convidou os corretores a conhecerem as soluções e os benefícios do Sincor-SP. Aos consumidores, recomendou buscar um profissional que invista em atualização e acompanhe o cliente quando ele precisar de orientação. “Procure um bom corretor de seguros”, afirmou.
Proteção para uma vida mais longa
O segundo painel, dedicado ao tema “Seguros e longevidade: os desafios de uma sociedade que vive mais”, reuniu Hilca Vaz, diretora de Vida e Previdência da Mapfre; Andréa Nogueira, diretora de Seguros Massificados da companhia; Dr. Egídio Lima Dórea, coordenador do programa de envelhecimento ativo da USP; e Sérgio Duque Estrada, especialista em economia prateada.
Hilca destacou a necessidade de planejar a renda para os anos adicionais de vida e recomendou que as famílias conversem sobre suas necessidades de proteção com um corretor de seguros. Andréa abordou a importância de proteger a residência para preservar a segurança e a autonomia de quem deseja continuar vivendo em casa ao envelhecer.
Egídio defendeu que o planejamento para a longevidade comece cedo e inclua hábitos de saúde, vínculos sociais e atenção à vida financeira. Sérgio apontou oportunidades para o mercado de seguros diante do envelhecimento da população, especialmente em previdência, proteção patrimonial e serviços voltados às pessoas com mais de 60 anos.