O presidente do Sincor-SP, Boris Ber, participou nesta segunda-feira (11) do painel “O Desenvolvimento do Corretor de Seguros no Cenário da Automação”, realizado durante o ENCONSEG – Encontro de Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro, promovido pelo Sincor-RJ. O debate reuniu lideranças do mercado para discutir os impactos da tecnologia, da inteligência artificial e dos novos modelos de distribuição no futuro da corretagem de seguros.
Em sua apresentação, Boris Ber fez uma reflexão sobre a velocidade das transformações que vêm atingindo o mercado de seguros e alertou para a necessidade de o corretor assumir uma postura cada vez mais estratégica diante desse novo cenário.
Segundo ele, a automação e a digitalização ampliaram significativamente a presença do seguro em plataformas digitais, aplicativos, jornadas financeiras e ambientes de consumo cada vez mais integrados, criando novos desafios para o posicionamento do corretor junto aos clientes. “Tudo assusta. Mas estamos sobrevivendo. Por vezes, parece que tudo está escuro, mas a lanterna está em nossas mãos. Não devemos ter medo de aprender”, afirmou.
O presidente do Sincor-SP destacou que o avanço de modelos digitais de distribuição e o fortalecimento de operações com forte presença tecnológica exigem que o corretor amplie sua atuação e fortaleça ainda mais seu relacionamento com o consumidor.
Nesse contexto, Boris Ber defendeu o conceito do corretor multinegócios, capaz de oferecer não apenas seguros, mas também outras soluções financeiras e serviços que aumentem sua relevância no dia a dia dos clientes. “O cliente busca conveniência, praticidade e confiança em um único relacionamento. O corretor precisa ampliar presença e valor agregado”, observou.
Ele ressaltou ainda que, mesmo em um ambiente de crescente automação, o fator humano continuará sendo um diferencial competitivo da categoria, especialmente na orientação, no atendimento consultivo e no suporte em momentos de sinistro.
Outro ponto abordado pelo presidente do Sincor-SP foi a importância de compreender os impactos das mudanças regulatórias sobre a atividade do corretor. “A nova lei do seguro obriga o corretor a fornecer todas as informações ao segurado e explicar cada proposta. Entendo que a IA pode ajudar bastante”, comentou.
Boris Ber também apresentou iniciativas do Sincor-SP voltadas ao fortalecimento profissional da categoria, destacando o papel das Plataformas de Serviços da entidade como ferramentas de apoio à competitividade dos corretores. Entre os exemplos citados estiveram o HUB de Soluções, o Relaciona+, o Academy Sincor-SP, o Balcão de Negócios, o ClubeSIN e o ID Seguro.
Segundo ele, mais do que representação institucional, as entidades precisam atuar como agentes de desenvolvimento do corretor moderno, oferecendo capacitação, geração de oportunidades, networking e acesso a soluções que acompanhem a evolução do mercado.
O painel contou ainda com a participação do fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho, que enfatizou o avanço da inteligência artificial e os impactos da tecnologia nas jornadas de atendimento, comunicação e relacionamento com os clientes. Apesar disso, ele ressaltou que o fator humano continuará sendo essencial na atividade do corretor de seguros.
Já o vice-presidente Comercial e de Marketing da Porto Seguro, Luiz Arruda, reforçou a relevância do corretor como especialista em proteção e gestão de riscos, defendendo que o profissional mantenha uma postura inovadora e próxima das necessidades dos clientes.
O CEO da MDS Brasil, Ariel Couto, também abordou o papel da inteligência artificial na otimização de processos, especialmente em atividades operacionais e de cotação, mas destacou que a tecnologia não substitui a relação humana no atendimento e na construção de confiança.
A mediação do painel ficou a cargo do CEO do Grupo Assurê de Seguros e vice-presidente eleito da Fenacor, Henrique Brandão Junior, que reforçou a importância da capacitação contínua dos corretores diante das novas demandas do mercado.