O presidente do Sincor-SP, Boris Ber, participou do fechamento da programação do Congresso Minha Vida Protegida, realizado em São Paulo nos dias 6 e 7 de março, com uma reflexão sobre o papel estratégico do corretor de seguros na ampliação da cultura de proteção no Brasil. Em sua apresentação, o dirigente destacou que o mercado oferece oportunidades concretas de crescimento, especialmente no seguro de vida, mas que é necessário mudar postura e agir de forma mais planejada.
Segundo Boris, o projeto Minha Vida Protegida representa muito mais do que um evento ou uma campanha de conscientização. “Para mim, Minha Vida Protegida é muito mais do que uma campanha, muito mais do que um congresso. Quando comecei a entender o projeto, percebi que era algo diferente de tudo que já vi até hoje. Ele traz protagonismo para o corretor e para a missão de proteção da sociedade”, afirmou.
Com mais de quatro décadas de atuação no mercado de seguros, o presidente do Sincor-SP compartilhou experiências pessoais para ilustrar a evolução do setor e reforçar a importância da relação de confiança com os clientes. Ele destacou que a atuação consultiva é um diferencial essencial para o corretor de seguros. “Quem conquista confiança consegue abordar um tema tão sensível quanto a proteção financeira. Esse elo de consultor, esse elo de confiança, é algo que a gente não pode perder e principalmente precisa praticar.”
Durante a palestra, Boris também chamou atenção para o potencial ainda pouco explorado do seguro de vida no Brasil. Para ele, a oportunidade de crescimento é significativa, mas depende de iniciativa dos profissionais do setor. “O potencial é inesgotável. A oportunidade está toda aí. O cliente está mais aberto para falar sobre proteção, sobre planejamento e sobre as consequências financeiras para a família. Temos produtos melhores e um público mais preparado para ouvir.”
Nesse contexto, o dirigente destacou que muitos corretores ainda deixam de explorar oportunidades dentro da própria carteira de clientes. Segundo ele, o planejamento comercial e o uso de estratégias como cross-sell e upsell podem ampliar significativamente os resultados. “O começo é muito simples: olhar para a própria carteira. Hoje temos todas as informações no computador ou no celular. Sabemos renda, patrimônio, profissão. O que falta é abordar o cliente e propor uma conversa diferente sobre proteção e planejamento.”
Outro ponto abordado pelo dirigente foi o impacto das novas tecnologias no setor. Para ele, a inteligência artificial já começa a transformar o mercado segurador e exigirá adaptação rápida por parte dos profissionais. “Estamos vivendo uma transformação muito rápida. A inteligência artificial não vai apenas mudar o mundo, vai criar um mundo novo. E o mercado de seguros também será impactado por essa transformação.”
Apesar dos avanços tecnológicos, o presidente do Sincor-SP reforçou que a essência da atividade do corretor continuará baseada no relacionamento humano, na escuta e na capacidade de compreender as necessidades de cada cliente. “Não existe uma forma única de vender. Cada corretor tem seu estilo, sua forma de conversar e de construir confiança. O importante é ouvir o cliente e entender a realidade de cada pessoa.”
Ao final da apresentação, Boris Ber reforçou que a missão do corretor de seguros vai além da atividade comercial, envolvendo também uma responsabilidade social na proteção das famílias. “Nós somos verdadeiros anjos da guarda das famílias e dos nossos clientes. O remorso de não oferecer proteção quando ela poderia ter sido feita não é um bom sentimento. Por isso precisamos agir.”
Encerrando sua participação, o dirigente parabenizou a organização do Congresso Minha Vida Protegida e destacou a importância de iniciativas que fortaleçam a cultura de planejamento financeiro e de proteção no país. Ele recebeu uma placa de homenagem das mãos de Rogério Araújo, idealizador do movimento e agora presidente do recém-lançado Instituto Minha Vida Protegida, e do diretor Ricardo Tarantello.