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10.09.2026

PMC Residencial 2026, do Sincor-SP, é destaque no Comentário Econômico

O PMC Residencial 2026, estudo realizado pelo Sincor-SP para avaliar os produtos e serviços oferecidos pelas seguradoras no ramo residencial, foi destaque no programa “Comentário Econômico”, que foi ao ar em 9 de setembro. A pesquisa reuniu respostas de mais de 1.200 corretoras de seguros do Estado de São Paulo, que produziram cerca de 5 mil avaliações.

Durante o programa, o consultor econômico Francisco Galiza explicou que cada corretora pôde avaliar mais de uma seguradora, considerando oito critérios relacionados ao produto e ao atendimento. De forma geral, a percepção dos profissionais foi positiva, com destaque para as coberturas básicas e a agilidade nas cotações. “A avaliação das corretoras sobre os serviços prestados pelas seguradoras foi considerada boa, sendo essa a resposta mais recorrente em todos os indicadores”, afirmou Galiza.

Por outro lado, a qualidade das assistências e dos aplicativos apareceu como ponto de atenção. Nesses dois critérios, aproximadamente 25% das respostas classificaram os serviços como regulares, percentual superior ao registrado em outros aspectos avaliados, como a análise de sinistros.

O episódio contou ainda com perguntas de Simone Fávaro, 1ª vice-presidente do Sincor-SP e coordenadora do estudo; Ivan Kurihara, coordenador da Comissão de Riscos Patrimoniais da entidade; Luiz Carlos Gomes, superintendente sênior da Bradesco Seguros Auto/RE; e José Adalberto Ferrara, diretor-presidente da Tokio Marine Seguradora. As questões abordaram as melhorias necessárias no seguro residencial, a contribuição das áreas comerciais das seguradoras, os motivos da baixa penetração do produto no País e seu desempenho em comparação com o seguro de automóvel, além das estratégias que podem impulsionar as vendas.

Potencial de crescimento

Ao analisar as perspectivas do segmento, Galiza destacou que o seguro residencial atravessa um momento favorável, tanto pela maior percepção dos riscos climáticos quanto pela avaliação positiva do produto entre os corretores de seguros. “Este é o momento do seguro residencial. O produto tem qualidade, mas precisa ser oferecido”, ressaltou. Para o consultor, seguradoras e corretores devem trabalhar de forma integrada, com estratégias de venda cruzada e ações voltadas ao fortalecimento da cultura do seguro.

Segundo os dados apresentados no programa, apenas entre 15% e 20% das residências brasileiras possuem seguro. Entre os automóveis, a presença da proteção varia de 25% a 30%. Apesar dessa diferença, o seguro residencial registrou expansão mais acelerada na última década.

Entre 2015 e 2025, o seguro de automóvel cresceu aproximadamente 65%, enquanto o residencial avançou 170%. Há dez anos, o faturamento do ramo automóvel era 15 vezes maior do que o residencial; atualmente, essa proporção caiu para dez vezes. Para Galiza, os números demonstram o amplo espaço existente para o desenvolvimento do seguro residencial. O avanço depende da atuação conjunta entre seguradoras e corretoras, da oferta mais frequente do produto e de iniciativas de educação securitária e financeira que mostrem ao consumidor a importância de proteger o imóvel e os bens da família.

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