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02.07.2026

Sincor-SP destaca a importância da sucessão empresarial para garantir a continuidade das corretoras

Como garantir a continuidade de uma corretora de seguros construída ao longo de décadas? Esse foi o tema do mais recente episódio do programa Comentário Econômico, da GRTV, apresentado pelo consultor econômico Francisco Galiza e pelo jornalista Paulo Alexandre, que contou com a participação de Luis Pedro Nardin, Diretor Regional de Jundiaí e conselheiro do Sincor-SP,

Durante a entrevista, Nardin destacou que um dos maiores desafios das empresas familiares é iniciar o processo de sucessão com a antecedência necessária. Segundo ele, mais do que definir quem assumirá o negócio, é preciso preparar esse profissional para uma jornada de aprendizado, desenvolvimento técnico e fortalecimento dos relacionamentos construídos ao longo dos anos.

“O tempo é fundamental. Primeiro, é preciso olhar para dentro da empresa e entender se existe alguém disposto a seguir essa jornada. Depois, esse sucessor precisa ser preparado gradualmente, assumindo pequenas responsabilidades até conquistar a confiança da equipe, dos clientes e dos parceiros”, afirmou.

O diretor regional também ressaltou que, no mercado de seguros, a sucessão envolve aspectos que vão além da gestão administrativa. Para ele, é indispensável que o sucessor obtenha a habilitação como corretor de seguros, aprofunde seus conhecimentos técnicos e estreite o relacionamento com os clientes e seguradoras, preservando a confiança que sustenta a atividade de corretagem.

Ao abordar o papel do Sincor-SP, Nardin destacou as ações desenvolvidas pela entidade para apoiar a formação de novos líderes no mercado. Entre elas, citou o programa de sucessão empresarial promovido pela Comissão Sincor Jovem, da qual é co-coordenador ao lado de Alex Dias. A iniciativa reúne sucessores e empresários em um programa de capacitação voltado à gestão de pessoas, liderança, planejamento da transição dos negócios e prevenção de conflitos familiares.

“O Sincor-SP oferece diversas ferramentas para acelerar essa jornada. Os cursos, os eventos e o contato permanente com outros corretores e com as seguradoras permitem que os sucessores aprendam com a experiência de quem já passou por esse processo, evitando erros e fortalecendo sua preparação”, destacou.

Durante o programa, Francisco Galiza chamou atenção para um dado que evidencia a relevância do tema: embora cerca de 90% das empresas brasileiras tenham perfil familiar, apenas aproximadamente 30% chegam à segunda geração e entre 12% e 15% alcançam a terceira. Para o consultor, o planejamento sucessório é um fator decisivo para garantir a continuidade dos negócios e preservar o legado construído pelos empresários.

Ao final da entrevista, Nardin recomendou a leitura do livro Manual de Empresas Familiares, da Harvard Business Review, como uma referência para empresários que desejam estruturar um processo sucessório sólido e sustentável.

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