O Sincor-SP realizou, no dia 29 de setembro, no Hotel Holiday Inn, em São Paulo, a última edição do SINC Summit de 2026. O encontro reuniu cerca de 380 corretores de seguros e marcou o fechamento do ciclo de eventos promovidos pela entidade nas Regionais do Estado de São Paulo ao longo do ano.
A programação abordou a inteligência artificial, tecnologia, relacionamento com clientes, planejamento comercial e novas oportunidades para a corretagem de seguros. O evento contou com patrocínio da Allianz, Bradesco Seguros, Capemisa Seguradora, Maxpar Assistências, Porto Seguro, SulAmérica, Tokio Marine Seguradora, Yelum Seguros e HDI Seguros, além do apoio de C6Seg, Ituran e Pier.
O presidente do Sincor-SP, Boris Ber, abriu o encontro e agradeceu a presença dos corretores. Em sua apresentação, destacou a Sinc.IA, inteligência artificial desenvolvida pelo Sincor-SP, e reforçou a importância da adoção das novas tecnologias pelos profissionais. “Precisamos perder o medo da inteligência artificial. São ferramentas simples que executam tarefas complexas e podem apoiar o corretor no dia a dia. O corretor de seguros não vai acabar! Somos a maior força do mercado, mas quem não utilizar a IA corre o risco de ficar obsoleto”, afirmou.
O evento também contou com a presença da diretoria executiva do Sincor-SP, de integrantes da diretoria Regional e de uma comitiva do Sincor-RJ.
Tecnologia e relacionamento na pauta das seguradoras
Durante a manhã, representantes das seguradoras patrocinadoras apresentaram soluções e estratégias que envolvem inteligência artificial, atendimento, relacionamento e desenvolvimento comercial.
O gerente de Portais, Mobile, Canais Digitais e UX da Tokio Marine, Cristovão Oliveira, apresentou recursos para auxiliar o corretor no uso da inteligência artificial. Segundo ele, a tecnologia já faz parte da rotina das empresas e deve ser incorporada à atividade profissional. “Hoje, 70% das empresas já utilizam inteligência artificial em alguma função. A tecnologia deixou de ser uma tendência e já faz parte da realidade dos negócios. O corretor deve usar essa transformação a seu favor”, afirmou.
Oliveira destacou aplicações da IA em vendas, atendimento, produtividade, subscrição e aceitação. Também mostrou a SuperMarina, assistente virtual da Tokio Marine, e a plataforma Cross, que auxilia o corretor na gestão de leads e na identificação de oportunidades na base de clientes. “O objetivo é tornar o corretor mais competitivo, eficiente e produtivo”, explicou.
O diretor Regional SPC da Yelum e HDI, Paul Douglas Canarin, abordou a chamada jornada oculta do cliente e os diferentes momentos que fazem parte da contratação e do uso do seguro. Para Canarin, o cliente não busca apenas comprar uma apólice. “O segurado compra tranquilidade, segurança e a proteção de um bem. Ele passa pela ansiedade inicial, pela confirmação, pelo alívio da contratação e pelo momento mais crítico, que é o sinistro”, afirmou.
Nesse contexto, o executivo destacou a importância do papel consultivo do corretor. “Não é apenas sobre cobertura. É sobre acolhimento. Quando o cliente não percebe o valor do seguro, esse valor desaparece. O corretor precisa deixar de ser apenas um vendedor e atuar como ‘guardião’ da tranquilidade do cliente”, disse.
O superintendente Sênior da Bradesco Seguros, Luiz Carlos Gomes, falou sobre a relação entre tecnologia e atendimento. Para ele, a tecnologia impulsiona as atividades, enquanto o relacionamento define a conexão com o cliente.
O executivo também destacou pontos como atendimento, gestão do tempo, tomada de decisões, desenvolvimento profissional e capacitação. “A tecnologia move o ser humano, mas é o relacionamento que o define. Esses dois elementos formam um elo essencial para o seguro. Estamos dispostos a ouvir as necessidades dos corretores e ajudá-los em sua jornada”, afirmou.
O diretor Comercial Capital Metropolitana da Porto, Rodrigo Vasconcellos, tratou do cuidado como maior elemento na relação comercial. “Tecnologia é meio, não fim. A confiança sustenta a relação comercial no longo prazo. O corretor deve permanecer próximo do cliente e encaixar suas necessidades no portfólio de produtos”, destacou.
Vasconcellos ainda apresentou dados sobre a relação entre digitalização e resultados comerciais. Segundo ele, 20% dos corretores mais digitalizados geram 13 vezes mais conversão, sete vezes mais prêmio e 70% mais cross-sell.
O gerente Comercial da Maxpar Assistências, Rafael Ribeiro, abordou tecnologia e diferentes perfis de clientes. Entre os exemplos apresentados, citou os Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista, conhecidos como ADAS, presentes em veículos com recursos baseados em inteligência artificial. “O corretor precisa entender o perfil do cliente e identificar qual tecnologia atende às suas necessidades. Esse direcionamento pode gerar novas oportunidades de negócios”, afirmou.
Planejamento comercial na era da inteligência artificial foi o assunto da palestra do superintendente Regional Comercial da Capemisa, Paulo Henrique Gomes. Entre os temas, abordou gestão da carteira, up sell e cross sell, com direcionamento de produtos de acordo com o perfil de cada cliente.
Segundo Gomes, a distribuição do tempo do corretor antes da IA tinha foco de 10% em atividades estratégicas, 20% em atividades táticas e 70% em atividades operacionais. “Com a inteligência artificial, a atividade operacional pode cair para 30%, enquanto a estratégica pode chegar a 30% e a tática a 40%. Com isso, o corretor ganha mais tempo para planejamento e para atividades que geram valor ao negócio”, observou.
IA na prática
No período da tarde, o especialista em inteligência artificial Rafael Altomare apresentou a palestra “IA na prática, inteligência que conecta oportunidades”.
Altomare abordou segurança de dados e mostrou formas de proteger as informações inseridas em ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT. “É possível impedir que a inteligência artificial utilize seus chats para o treinamento de modelos. O corretor precisa conhecer as configurações de segurança e adotar cuidados no uso dessas ferramentas”, explicou.
A apresentação também tratou de prompts, contextualização, estrutura e funcionamento das ferramentas de IA. Altomare mostrou exemplos práticos de aplicações em edição de imagens, criação de artes, publicidade, CRM e atendimento.
O especialista respondeu às dúvidas dos corretores presentes e demonstrou ferramentas que podem apoiar diferentes atividades da corretagem. “O corretor jamais será substituído pela inteligência artificial! Porém, quem utiliza essas ferramentas terá mais oportunidades de negócios e poderá atuar com mais recursos no mercado”, concluiu.
Último Summit de 2026
A edição de São Paulo marcou o encerramento do calendário de SINC Summits de 2026. Ao longo do ano, o Sincor-SP levou os encontros às Regionais do Estado, com debates sobre tecnologia, inteligência artificial, negócios, relacionamento e os caminhos da corretagem diante das transformações do mercado.
Para Boris Ber, o ciclo de encontros reforçou a importância da aproximação entre corretores, seguradoras e especialistas, com espaço para troca de experiências, apresentação de soluções e discussão sobre os desafios da atividade. “Estou muito orgulho. O Sincor-SP sempre trabalha em prol do corretor de seguros! Agradeço a todos por terem prestigiado o SINC Summit.”
Ao final da programação, os corretores de seguros Pavel Carlo Godoy, da Regional ABCDMR, e Leandro Silva Passos, da Regional de Jundiaí, receberam um ingresso cada para o Conec 2027, contemplados pelo sorteio promovido pelo Sincor-SP.
O encontro também contou com um happy hour, que marcou o encerramento da última edição do SINC Summit de 2026 e do ciclo de encontros pelas Regionais da entidade no Estado de São Paulo.